Professores de seis modalidades olímpicas praticadas no Clube falam das expectativas para o Brasil nos Jogos Olímpicos da China

Os Jogos Olímpicos de Pequim serão realizados de 08 a 24 de agosto. As Olimpíadas, que ocorrem a cada quatro anos, contam com a participação de atletas de todo o mundo. No Barroca, existem escolas de seis esportes olímpicos: judô, natação, esgrima, taekwondo, tênis e voleibol. O BTC Informa conversou com os professores das seis modalidades olímpicas praticadas no Clube, a fim de saber das expectativas de medalhas para os atletas brasileiros, equipes favoritas ao pódio e como anda o investimento do país no esporte. Confira o que cada um disse.

VÔLEI
Sander Melo, 33 anos, trabalha há nove anos ensinando vôlei. Para Sander, o Brasil tem boas chances de medalha tanto no vôlei de quadra masculino quanto no feminino, mas o nível da equipe masculina é mais alto. No vôlei feminino, a equipe da China é a grande favorita, além de forte, estará jogando em casa, mas os times da Rússia e Itália prometem dar trabalho para as atletas brasileiras. No masculino, as equipes da Bulgária e Rússia estão bem preparadas e são garantia de belos jogos. Segundo o professor, já houve mais incentivo no Brasil para esse esporte. Atualmente, o investimento ainda é muito concentrado nas mãos das empresas que querem promover sua marca.

TAEKWONDO
Ronaldo Xavier, 47 anos, ensina taekwondo há mais de 20 anos. Segundo Ronaldo, “as expectativas para o taekwondo brasileiro são boas, temos atletas de alto nível e o preparo físico é grande. A maior dificuldade do Brasil é o patrocínio”. De acordo com ele, a equipe da Coréia do Sul é a grande favorita, pois além do esporte ter origem nesse país, há maior investimento do governo. Os atletas brasileiros que se classificaram para os Jogos Olímpicos foram: Débora Nunes (categoria até 57 kg), Natália Falavigna (categoria acima de 67 kg) e Márcio Wenceslau (categoria até 58 kg).

ESGRIMA
Cesar Leiria, 55 anos, é técnico da equipe de esgrima do BTC e da equipe de Pentatlo Aeronáutico Militar (Força Aérea), no qual é tricampeão mundial. Para Leiria, a disputa de medalhas está espalhada entre os países participantes. A equipe masculina da França é forte e a China foi campeã mundial ano passado. “Espero que os dois atletas brasileiros passem algumas fases dentro dos jogos olímpicos e terminem entre os 16. Este ano os atletas têm chances de irem além do que foram nos anos anteriores, mas conseguir medalhas ultrapassa minhas expectativas”, afirma. Os representantes brasileiros em Pequim são: Renzo Agresta na modalidade sabre e João Souza que competirá na modalidade florete.  No Barroca, a esperança é de ter atletas integrantes das equipes nacionais na espada masculina e feminina em um ou dois anos, representando o país em competições internacionais. Segundo mestre Leiria, no Brasil investe-se muito pouco em esgrima.

TÊNIS
Gislon Santos, 32 anos, é professor de tênis do BTC desde 2007. Segundo Gislon, as expectativas para o Brasil no tênis masculino e feminino em Pequim não são favoráveis, devido ao baixo ranking dos jogadores do nosso país. “Até o momento não possuímos medalhas em Jogos Olímpicos e a melhor colocação é de Fernando Melligeni, 4º lugar nos Jogos Olímpicos de Atlanta. No final o que prevalece é a motivação do atleta no torneio que participa”, afirma. O principal favorito e já confirmado é o espanhol Rafael Nadal. Embora sendo o número 2 do mundo, derrotou o suíço Roger Federer nos principais torneios deste ano: Roland Garros e Wimbledon. No Brasil, não existe um investimento centralizado para a modalidade. No entanto, essa situação pode mudar com o novo patrocínio dos Correios no esporte.

JUDÔ
Márcio Silva, 42 anos, é judoca e treinador do time de judô do Clube. “Atualmente a Seleção Brasileira de Judô conta com uma equipe muito boa, nós temos grandes nomes desde o ligeiro até o pesado, entre eles estão Tiago Camilo, Leandro Guilheiro e João Derly, portanto, a expectativa para o masculino e o feminino é de medalha”, afirma. No feminino, as equipes favoritas são Cuba, Brasil e a China que vai entrar com uma seleção muito forte. Para Márcio, o judoca Tiago Camilo tem grandes chances de trazer medalha de ouro. Além disso, Sarah Menezes, Érika Miranda e Edinanci Silva prometem dar trabalho para as suas adversárias. Segundo ele, o judô brasileiro enfrenta muitas dificuldades financeiras, falta investimento do governo e também das empresas privadas.

NATAÇÃO
Enes Rodrigues, 39 anos, é professor do BTC há 13 anos. Para Enes, “o melhor nadador do Brasil com condições de medalha é o César Cielo. Os outros têm chances de ir para a final e ficar entre os 5. O Tiago Pereira tem bons resultados, mas já apareceram vários nadadores com as mesmas condições que ele e com melhores tempos”. Enes acredita que no feminino não teremos medalha, mas a equipe brasileira tem chances de ficar entre as oito finalistas, o que pode ser considerado um índice bom. “A equipe favorita é a dos EUA. Com o novo macacão da Speedo (que diminui o atrito com a água), este ano eles estão praticamente imbatíveis. A Speedo patrocina o Michael Phelps que é o melhor nadador do mundo e que já quebrou o seu próprio record mundial três vezes. Assim, fica difícil vencer os norte-americanos”, afirma. Ainda segundo o professor, falta incentivo das universidades e empresas brasileiras para a natação.

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